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“É o primeiro passo de um longo caminho, diz Padilha sobre médicos estrangeiros

"Não haverá nenhum tipo de concorrência nem prejuízo para os profissionais formados no Brasil, e quem ganhará será a população que tendo mais médicos à disposição será melhor atendida”.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse hoje (26), durante a abertura do curso de treinamento dos médicos estrangeiros, em Brasília, que eles são “o primeiro passo de uma longa caminhada do governo para levar profissionais para lugares onde não sequer um médico”. O Brasil recebe 644 profissionais de saúde para atuarem nos locais onde os médicos brasileiros não atenderão.

Os especialistas estrangeiros provenientes da Espanha, Argentina e Cuba, que chegaram ao Brasil no último fim de semana, terão os conhecimentos em saúde pública e língua portuguesa avaliados durante as próximas três semanas. A aprovação é pré-requisito para que recebam o registro profissional provisório e comecem a clinicar.

“O Brasil tem o desafio de levar saúde universal e gratuita para toda população. Nós não consolidamos isso ainda, mas somos o único país com mais de 100 milhões de habitantes que mantém esse desafio. Vocês vieram de países que conseguiram, mas são de dimensões menores que as nossas”, disse Padilha. “O Mais Médicos coloca como principal interesse a saúde dos 200 milhões de brasileiros, sobretudo os que não têm acesso a médicos”.

Ao todo, 644 profissionais estrangeiros chegaram ao país, sendo 400 de Cuba. Deles 99 são brasileiros formados no exterior, que regressam ao país para trabalhar pelo programa Mais Médicos. O programa, instituído pela presidenta Dilma Rousseff, faz parte de um pacto de melhoria do atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), que inclui investimentos em infraestrutura de unidades de saúde.

O programa Mais médicos tem o cuidado e a cautela de garantir que os médicos estrangeiros passem por esse treinamento e sejam mandados para atuar única e exclusivamente onde os médicos brasileiros se recusarem a trabalhar. Não haverá nenhum tipo de concorrência nem prejuízo para os profissionais formados no Brasil, e quem ganhará será a população que tendo mais médicos à disposição será melhor atendida e com mais qualidade”, disse o parlamentar.  

Os profissionais brasileiros têm prioridade no preenchimento das vagas. As remanescentes são oferecidas primeiramente aos brasileiros graduados no exterior e em seguida aos estrangeiros. Os médicos com diplomas de fora do Brasil vão atuar com autorização profissional provisória, restrita à atenção básica e às regiões pertencentes ao programa.

Com informações da Rede Brasil Atual

 

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