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Três novos cursos vão ampliar acesso à universidade pública em Realeza a partir de 2028

UFFS terá 130 novas vagas em Psicologia, Direito e Biotecnologia; expansão do campus é celebrada por Zeca Dirceu, que já destinou mais de R$ 13 milhões para a universidade

Três novos cursos vão ampliar acesso à universidade pública em Realeza a partir de 2028

Quem hoje precisa sair de Realeza para encontrar uma graduação em áreas como Psicologia ou Direito terá, a partir de 2028, novas opções dentro da própria cidade. O Campus Realeza da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) foi contemplado com três novos cursos de graduação: Psicologia, Direito e Biotecnologia, que juntos representarão 130 novas vagas para estudantes.

Os três cursos fazem parte da segunda etapa do programa Universidades Transformadoras, iniciativa do governo do presidente Lula via Ministério da Educação, para ampliar e transformar a oferta de graduação nas universidades federais, considerando demandas sociais, regionais e estratégicas. A expansão da UFFS prevê 20 novos cursos entre 2027 e 2029, com 824 novas vagas em seus diferentes campi.

Para Realeza, a novidade significa permitir que jovens do município e de cidades vizinhas possam disputar uma formação universitária pública, gratuita e de qualidade sem precisar deixar a região para estudar. É uma mudança que interfere diretamente na vida das famílias: reduz despesas com aluguel e deslocamento, facilita a permanência dos estudantes e mantém na região profissionais que poderão atuar e trabalhar no próprio território.

“Quando uma universidade federal chega mais perto das pessoas, ela muda o horizonte de uma geração. É o filho que pode estudar sem precisar deixar a família, é a família que consegue apoiar esse estudante e é a região que passa a formar aqui os profissionais de que precisa. É exatamente essa universidade pública, presente no interior e conectada com a realidade das comunidades, que o governo Lula está fortalecendo”, afirma o deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR).

Realeza se prepara para uma nova fase

O diretor do Campus Realeza, professor Marcos Beal, explica que a escolha dos três cursos não aconteceu de forma distante da comunidade. Segundo ele, foram realizadas 10 audiências públicas, reunindo diferentes segmentos da região, e as propostas foram incorporadas ao Plano de Desenvolvimento Institucional da UFFS antes de serem apresentadas ao MEC.

O diretor destacou ainda que os cursos passarão agora pelas etapas internas de aprovação dos respectivos Projetos Pedagógicos e atos de criação no Conselho Universitário. A orientação para os futuros estudantes é acompanhar os processos de implantação e, desde já, realizar o Enem, utilizado como porta de entrada para os cursos de graduação da universidade.

A escolha de Biotecnologia também dialoga diretamente com a vocação produtiva da região. A própria UFFS já havia estruturado a proposta do curso com ênfase em bioinsumos e alimentos orgânicos, relacionando a formação acadêmica às características da agricultura familiar e às demandas por inovação, sustentabilidade e agregação de valor à produção.

Apoio de Zeca construiu as condições para a expansão

A chegada dos novos cursos se soma a uma relação de longa data entre Zeca Dirceu e a UFFS de Realeza. O deputado já destinou mais de R$ 13 milhões para investimentos no campus, em ações que fortalecem tanto a estrutura acadêmica quanto as condições de permanência dos estudantes.

Entre os investimentos estão R$ 10,5 milhões, por meio do Novo PAC, para o Centro de Controle de Qualidade, voltado à área de alimentos da agricultura familiar; R$ 500 mil para a Casa de Apoio ao Estudante, contribuindo para reduzir dificuldades que podem levar à evasão; e R$ 200 mil para a nova biblioteca e a modernização da Clínica de Grandes Animais.

O apoio também alcança a estrutura de atendimento à comunidade. O campus conta com a Clínica Escola de Nutrição e a Clínica de Grandes Animais da SUHVU, ampliando a integração entre ensino, pesquisa, extensão e prestação de serviços.

“Eu tenho uma relação muito próxima com a UFFS de Realeza porque conheço o que essa universidade representa para a região. Por isso, nosso trabalho nunca foi apenas buscar recursos para construir ou equipar espaços. É também lutar para que a universidade cresça, tenha mais cursos, mais professores e mais oportunidades. Agora, com Psicologia, Direito e Biotecnologia, estamos dando um passo muito importante”, destaca Zeca Dirceu.

O trabalho de articulação para a expansão também ocorreu diretamente junto ao MEC. Com audiências intermediadas por Zeca Dirceu para reforçar o pedido de implantação dos novos cursos.

A expansão chega depois de outra conquista recente: em 2025, o Campus Realeza foi contemplado com o curso de Inteligência Artificial, dentro da primeira etapa da política de expansão do MEC. O curso já integra a oferta da universidade e funciona no período noturno, com 60 vagas anuais.

Para Zeca Dirceu, a sequência de conquistas mostra uma mudança na política federal para as universidades.

“Durante os anos de 2016 à 2022, a universidade pública sofreu com falta de investimento e com a dificuldade de abrir novas oportunidades no interior. O governo Lula retomou a ideia de que educação é investimento e que o Brasil precisa ampliar o acesso ao ensino superior. Realeza está vivendo esse momento, primeiro a Inteligência Artificial, agora mais três graduações e, junto delas, novos professores e investimentos em infraestrutura. É a universidade crescendo junto com a região”, concluiu.

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