Juventude quer educação, trabalho e qualidade de vida
Zeca Dirceu
Durante o governo do presidente Lula, o Brasil iniciou uma nova fase de desenvolvimento econômico e social em que se combinam crescimento com redução nas desigualdades sociais. Sua característica principal é a retomada do papel do Estado no estímulo ao desenvolvimento e no planejamento de longo prazo. Nos últimos anos, o crescimento do produto interno bruto acelerou, o número de famílias abaixo da linha de pobreza decresceu e milhões de pessoas ingressaram na classe média, isto é, na economia formal e no mercado de consumo de massa.
A aceleração do desenvolvimento econômico e social foi alcançada com manutenção da estabilidade macroeconômica, com controle da inflação, redução do endividamento do setor público e diminuição da vulnerabilidade das contas externas do país diante de choques internacionais.
A recuperação da economia trouxe um enorme desafio tanto ao governo como a iniciativa privada e que precisa ser enfrentado no curto prazo: a falta de mão de obra qualificada, tanto em funções operacionais quanto no nível estratégico das empresas. Um estudo elaborado pela empresa de consultoria IBM revela que o déficit de profissionais poderá ser um dos grandes obstáculos para o sucesso nos negócios.
É o caso da Petrobras. Estudos internos indicam a necessidade de mais de 8.000 novos empregos até 2013, incluindo trabalhadores de nível e superior. Para fazer frente a esse ‘problema’ a empresa criou o um plano nacional de qualificação que envolve cerca de 80 instituições, afinal, em todo processo da cadeia produtiva do segmento de petróleo – os fornecedores de produtos e serviços – a Petrobras ira demandar cerca de 210 mil pessoas até 2013.
Vale reiterar que esses números dizem respeito apenas a uma empresa. Não podemos esquecer que a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, para ficar em apenas dois eventos, irão requisitar milhares de profissionais.
Em São Paulo, a construção civil enfrenta dificuldades para contratação de engenheiros, operários, mestre de obras ou serventes auxiliares. Sem dúvida que para os jovens que estarão deixando as Universidades nos próximos anos é uma excelente noticia.
O Brasil jamais havia vivenciado um período de tamanha prosperidade. Os reflexos desse crescimento não ficarão restritos aos grandes centros, mas terão desdobramentos por todo o país. O dominó da economia ensina que emprego gera renda; a renda gera consumo; o consumo gera aumento da produção e mais produção exige contratação de mais mão de obra.
Nos contatos que tenho mantido com a juventude paranaense posso perceber claramente que a esperança e a expectativa pela qualificação profissional são grandes. Algumas medidas, notadamente aquelas voltadas à capacitação para o primeiro emprego, podem começar em nível local numa parceria que envolva a iniciativa privada, as universidades, os centros tecnológicos e o governo em suas várias instâncias.
O meu compromisso como deputado federal é servir de elo nessa corrente junto ao governo da presidenta Dilma Rousseff para assegurar aos jovens educação, trabalho e qualidade de vida.