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14/08/26 16:00

Lula vai integrar forças de segurança para ampliar proteção às cidades, diz Zeca Dirceu

Foto: Mirian Baitel

O deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR) destacou nesta sexta-feira (14) que o presidente Lula (PT) vai trabalhar no próximo ano para integrar as forças de segurança - hoje de responsabilidade dos Estados - para proteger mais as cidades brasileiras e a fronteira com os países da América do Sul.

"Hoje, a maior preocupação é com a segurança pública e precisamos melhorar muito. Temos que aprovar no Congresso Nacional a PEC da Segurança Pública para que o governo federal tenha mais responsabilidade e mais condições de fazer operações integradas que envolvam todas as polícias. Em outros lugares do mundo, isso se provou muito acertado", disse Zeca Dirceu ao jornalista Hamilton Júnior no podcast Clic Regional.

Zeca Dirceu lembrou que a área de segurança é o terceiro item do programa de governo do presidente Lula para 2027-2030. "O programa defende que é preciso aprofundar a cooperação nos três níveis de governo e avançar ainda mais no enfrentamento à violência. Com a Lei Antifacção, aprovada em 2026, a capacidade de enfrentamento ao crime foi ampliada e o governo Lula vai manter como estratégia a asfixia financeira aos criminosos que desde 2023 já causou R$ 35,8 bilhões de prejuízo às organizações criminosas", apontou.

"Com o presidente Lula, de 2023 para cá, foram centenas de operações, inclusive contra o PCC, contra o Comando Vermelho, contra o crime organizado, naquilo que é o mais importante: asfixiar eles financeiramente. A Polícia Federal fez operações onde se lavava dinheiro para depois esse dinheiro voltar para comprar armas para o tráfico de drogas. Pela primeira vez na história, o Brasil conseguiu combater o crime organizado onde dá mais resultado", explicou o deputado.

Programa de Governo

Esse trabalho na segurança, defende Zeca Dirceu, não pode ser interrompido e precisa avançar mais. "Por isso que defendo a reeleição do presidente Lula para aprovar esta PEC, uma mudança na Constituição, que permita à Polícia Rodoviária Federal, à Receita Federal, à Polícia Federal, por exemplo, agir mais nas fronteiras. Nós podemos proteger mais as fronteiras para entrar menos droga, entrar menos armas e dar melhor segurança aos moradores das cidades brasileiras", apontou.

Os planos de Lula e Alckmin preveem o fortalecimento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, lançado em maio de 2026. Em cooperação com estados e municípios, segundo o programa, se avançará no enfrentamento ao tráfico de armas, munições, acessórios e explosivos; na asfixia financeira do crime organizado e das milícias; na qualificação da investigação de homicídios; na retomada de territórios; e no fortalecimento da segurança no sistema prisional. O programa prevê R$ 10 bilhões do Fundo Nacional de Investimento em Infraestrutura Social para estados e municípios realizarem investimentos em equipamentos e infraestrutura.

"As medidas de enfrentamento ao crime organizado, contudo, requerem também ações que consolidem a presença do Estado no território. Com repressão qualificada aos grupos criminosos e participação ativa das comunidades locais, priorizaremos investimentos continuados na urbanização de favelas e periferias, na requalificação de espaços públicos e na ampliação do acesso a serviços públicos essenciais para estimular atividades econômicas lícitas e reduzir mercados explorados pelo crime organizado", diz o programa de governo de Lula na área de segurança pública.

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