
O deputado Zeca Dirceu (PT) voltou a defender neste sábado (26) a retomada da BR Distribuidora pela Petrobras assim como já aconteceu com a Fafen-PR (fábrica de fertilizantes) em Araucária em 2024 que neste ano vai reiniciou a produção de ureia e amônia - dois insumos fundamentais para aumentar a produtividade agrícola frente à escalada dos preços dos fertilizantes no mercado internacional.
"A privatização da distribuidora é nociva e perversa aos brasileiros. A Petrobras já reduziu o preço da gasolina para R$ 2,57 por litro e não pode esse mesmo litro custar até R$ 7,59 nas bombas. A reestatização da BR Distribuidora fará frente a um setor oligopolizado com suspeitas da participação de facções criminosas no controle das distribuidoras e postos de combustíveis", disse Zeca Dirceu ao divulgar a moção do PT pela reestatização da BR Distribuidora e das refinarias privatizadas (leia abaixo a íntegra)
Zeca Dirceu vem alertando, por meio das redes sociais, para os efeitos deletérios da privatização da BR Distribuidora e citou ainda, como efeito positivo, a religação da Fafen retomou a produção de amônia e gás carbônico após quatro anos hibernada. "Foi uma decisão do presidente para atender os produtores no campo, reduzir a dependência de importações de fertilizantes e fortalecer a soberania nacional, com a produção de ureia prevista para reiniciar na sequência", disse.
Perversidade
Já a reestatização da BR Distribuidora, segundo Zeca Dirceu, deverá permitir que a redução dos valores da gasolina e do diesel determinada pela Petrobras atenda de fato a população. “É nossa tarefa também esclarecer o quanto que decisões maléficas da época do Bolsonaro, da época do golpe, do impeachment, da época de Temer, ainda afetam a vida das pessoas. É o caso das privatizações da BR Distribuidora e das refinarias”, apontou.
Além da conjuntura internacional, marcada pelo agravamento das tensões geopolíticas, a moção do PT considera "que a privatização da BR Distribuidora fragmentou o abastecimento, enfraqueceu instrumentos públicos de regulação de preços e permitiu práticas de mercado que resultaram em aumentos significativos nos preços da gasolina, GLP e, sobretudo, do diesel".
"Em meio a cenários de instabilidade internacional, distribuidoras privadas têm se aproveitado da ausência de coordenação estatal para ampliar margens e repassar aumentos de forma desproporcional ao consumidor final. As refinarias privatizadas passaram a praticar preços elevados e descolados da realidade dos custos nacionais de produção, registrando aumentos expressivos que penalizam a população brasileira e o setor produtivo", aponta ainda o documento do PT.
Moção
Na moção, o PT defende reestatização da BR Distribuidora e Liquigás e a reversão das privatizações das refinarias e dutos, recompondo o sistema integrado da Petrobras. O partido vai articular ainda, no âmbito institucional e junto à sociedade civil, iniciativas legislativas, jurídicas e políticas que viabilizem a retomada do controle público dos ativos energéticos.
O PT defende ainda a implementação de uma política de preços de combustíveis " que considere os custos internos de produção e proteja a população das oscilações e crises do mercado internacional". E ainda "a retomada e fortalecimento da produção nacional de fertilizantes para reduzir a dependência externa e garantir a soberania, segurança alimentar e energética do país".
O partido diz ainda que pretende "articular e apoiar iniciativas para a descarbonização, maior eficiência energética em toda cadeia produtiva do petróleo com ampliação de investimentos em pesquisas para o desenvolvimento de novas rotas tecnológicas, para que a Petrobrás seja a empresa líder na transição energética".