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08/01/26 13:13

"O 8 de janeiro é um dia que jamais será esquecido", diz Zeca em cerimônia onde Lula veta lei dos golpistas

Em ato simbólico de defesa da democracia no Planalto, presidente veta integralmente projeto que reduzia penas de condenados pelos ataques de 2023

Três anos após as invasões às sedes dos Três Poderes, o Palácio do Planalto voltou a ser palco, nesta quinta-feira (08), de um gesto político carregado de simbolismo em defesa da democracia brasileira. Durante cerimônia que reuniu autoridades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, o presidente Lula (PT) vetou integralmente o Projeto de Lei da Dosimetria, aprovado pelo Congresso no fim de 2025, que previa a redução de penas para condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Presente ao ato, o deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR) destacou que a decisão do presidente representa uma resposta institucional clara à tentativa de ruptura democrática. “Sem anistia. O presidente Lula acaba de vetar integralmente o projeto que reduzia as penas dos golpistas. O 8 de janeiro é um dia que jamais será esquecido e que não pode se repetir”, afirmou o parlamentar durante o evento.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Segundo Zeca, o veto reafirma que ataques à democracia não podem ser relativizados nem esquecidos. “Os golpistas vão continuar pagando caro por tudo o que fizeram de mal ao nosso país, pela destruição do patrimônio público e pela tentativa de derrubar a democracia brasileira”, completou. O deputado ressaltou ainda que participou da cerimônia representando o Paraná e destacou o caráter histórico do momento. “É um dia de resistência e de defesa do Estado Democrático de Direito”.

Instituições fortes

A cerimônia marcou não apenas a memória do 8 de Janeiro, mas também a reafirmação do papel das instituições. Em discurso, o presidente Lula classificou a data como “o dia da vitória da democracia brasileira” e afirmou que a tentativa de golpe deixou uma lição fundamental ao país: a democracia é uma obra permanente, que exige vigilância constante. “A democracia não é apenas o direito de votar. Ela requer participação social, justiça, menos privilégios e mais direitos”, afirmou.

Lula também destacou que a resposta aos ataques só foi possível graças à firmeza das instituições. Para o presidente, o julgamento dos responsáveis pelo Supremo Tribunal Federal, com garantia de amplo direito de defesa, é uma das maiores provas da força democrática do país. “Talvez a prova mais contundente do vigor da democracia brasileira seja o julgamento dos golpistas pelo STF”, disse.

O vice-presidente Geraldo Alckmin reforçou o caráter simbólico do encontro ao lembrar que, após o 8 de janeiro, os Três Poderes reagiram de forma unificada. “As pessoas passam, as instituições ficam. E são as boas instituições que fazem o país avançar”, afirmou. Alckmin destacou ainda que a democracia é condição essencial para o desenvolvimento econômico, a redução das desigualdades e a projeção internacional do Brasil. “Sem soberania, a democracia é um simulacro”, disse.

Para Zeca Dirceu, a cerimônia desta quinta-feira está além de uma lembrança do passado recente. “Descer a rampa do Planalto três anos depois, ao lado do presidente Lula, é reafirmar que o Brasil escolheu a democracia e que não aceitará retrocessos”, concluiu o deputado.

Foto: Gabriel Paiva

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