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11/12/25 16:00

Zeca Dirceu aciona órgãos de controle e exige investigação total do caso Banco Master: “Risco direto ao dinheiro da aposentadoria do povo”!

Segundo Zeca, as suspeitas são tão graves que podem revelar um dos maiores escândalos financeiros com impacto direto sobre aposentadorias públicas dos últimos anos
Foto: Alessandro Dantas

O deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR) deflagrou uma das maiores ofensivas institucionais já vistas no sistema financeiro brasileiro. Diante da liquidação extrajudicial do Banco Master e de uma sucessão de indícios de fraude, manipulação societária e risco a recursos previdenciários, o parlamentar acionou simultaneamente Banco Central do Brasil (BC), CVM - Comissão de Valores Mobiliários, Previc - Superintendência Nacional da Previdência Complementar e a PGR - Procuradoria Geral da República para uma investigação completa sobre o caso — que envolve também a Planner Corretora, a Fictor Holding e o LetsBank/BlueBank.

Segundo Zeca, as suspeitas são tão graves que podem revelar um dos maiores escândalos financeiros com impacto direto sobre aposentadorias públicas dos últimos anos.

Falhas de supervisão e possíveis alertas ignorados pelo Banco Central

No ofício enviado ao Banco Central, o deputado pede a íntegra dos relatórios que levaram à liquidação do Master, apontando problemas que considera inaceitáveis na supervisão da instituição.

Zeca Dirceu quer explicações sobre: as possíveis falhas graves na supervisão prudencial; as operações com partes relacionadas e movimentações internas suspeitas; os fluxos de caixa inconsistentes e demonstrações financeiras questionáveis; eventuais alertas internos ignorados e também comunicações (ou ausência delas) ao Coaf sobre operações suspeitas.

Para o parlamentar, a atuação do BC precisa ser totalmente esclarecida: “Não é possível que tamanha deterioração tenha acontecido sem alertas robustos”.

Um dos pontos mais explosivos envolve a tentativa de compra do Banco Master pela Fictor Holding, que Zeca Dirceu considera como possivelmente simulada para atrasar a intervenção do Banco Central.

Ele pediu acesso completo aos documentos da operação, incluindo contratos assinados, comprovação real da origem dos recursos anunciados, estrutura acionária dos compradores, relatórios de due diligence e razões técnicas para o BC barrar a transação.

O deputado quer saber se havia falta de lastro, documentos falsos ou inconsistentes, e se a suposta aquisição foi usada como “rolha” para impedir ou retardar medidas regulatórias.

Risco às aposentadorias: RPPS no centro da crise

No documento, Zeca Dirceu aponta ainda como gravíssima a suspeita de que recursos de Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) podem ter sido capturados por produtos inadequados do grupo Master. As representações indicam: atuação da Planner Corretora como intermediária central; conflitos de interesse na distribuição desses produtos; oferta de investimentos incompatíveis com o perfil previdenciário; possível prejuízo direto ao dinheiro da aposentadoria de servidores públicos.

Diante disso, o deputado pediu uma auditoria completa à Previc e abertura de Processo Administrativo Sancionador pela CVM contra os envolvidos.

Crimes graves: lavagem, fraude e obstrução

À Procuradoria-Geral da República, Zeca Dirceu levou as suspeitas criminais mais pesadas, solicitando investigação formal sobre lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e temerária, fraudes societárias e falsidade documental. Bem como sobre estelionato contra fundos previdenciários eobstrução da fiscalização do Banco Central.

Ele ainda pede avaliação sobre: a quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático e cooperação internacional para rastreamento de recursos.

LetsBank/BlueBank também sob suspeita

As recentes mudanças societárias e de nome do LetsBank para BlueBank, autorizadas pelo BC, acenderam outro alerta no gabinete do deputado. Ele quer acesso a todos os processos que envolvem alterações de controle, reestruturações internas e eventuais ligações entre os controladores e agentes envolvidos no caso Master. “É o dinheiro da aposentadoria do povo que está em risco”, disse. Para Zeca Dirceu, o caso vai muito além de um colapso bancário, pois, saliente, “há indícios graves de manipulação societária, simulação de aporte e possível uso de intermediários para capturar recursos de aposentadorias públicas. Isso exige resposta firme do Estado.”

Os órgãos já acionados são o BC, a CVM, a Previc e a PGR. Com a ofensiva institucional do deputado, o caso Banco Master deixa de ser apenas um episódio de liquidação e se transforma numa investigação de alcance nacional, com potencial para revelar fraudes sistêmicas, lavagem de dinheiro, manobras societárias e ameaças reais ao patrimônio previdenciário de milhares de servidores. Zeca Dirceu se coloca no centro da cobrança por transparência, responsabilização e proteção ao dinheiro público.

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