Este 1º de Maio é muito especial. É o 1º de Maio da celebração da unidade dos trabalhadores. Acontece num momento crucial para nosso país. Ou aprofundamos as mudanças ou voltamos para trás. Nossa unidade tem possibilitado muitas vitórias. Conquistamos o reconhecimento das centrais. Quanto mais o Brasil avança, quanto mais os trabalhadores ocupam espaços, mais inconformada e sem estribeiras é a reação dos adversários do povo.
No período FHC, 123 empresas públicas foram privatizadas. Salvamos, com a nossa resistência, a Petrobrás, o Banco do Brasil a Caixa Econômica Federal e o BNDES. No caso da Petrobrás, tentaram tirar o Brasil do nome, mudar para Petrobrax. No governo Lula não houve privatizações.
O salário mínimo teve 53,67% de aumento real. Nos anos sombrios do neoliberalismo, a gente brigava por um mínimo de 100 dólares, hoje é de quase 300. Um benefício para mais de 40 milhões de trabalhadores e 20 milhões de aposentados. Foram abertos 12 milhões de novos postos de trabalho. Através do ProUni, foram criadas 600 mil vagas gratuitas, nas melhores universidades privadas, em medicina, engenharia, direito etc., para estudantes filhos de trabalhadores, oriundos das escolas públicas.
A Petrobrás descobriu o pré-sal. Uma reserva de pelo menos 100 bilhões de barris de petróleo, que nos colocará entre os quatro maiores produtores de petróleo do mundo e poderá desencadear uma revolução industrial em nosso país. O Estado brasileiro voltou a ser indutor do desenvolvimento. Com o PAC 1 e PAC 2, mais de um trilhão de reais serão investidos.
O Brasil hoje passou a ser respeitado no mundo inteiro. Não somos mais capachos de ninguém. Nossa política externa é soberana e multilateral. Criticamos o criminoso bloqueio econômico a Cuba. Ajudamos a impedir o golpe na Venezuela. Temos resistido à política belicista dos EUA. Tudo isso beneficiou muito o Brasil e as nossas exportações.
Nada fica parado. Ou vai para frente ou vai para trás. Nós queremos continuar avançando. Vamos precisar fortalecer ainda mais a nossa mobilização e unidade. Precisamos aumentar a nossa força para vencer as resistências à mudança. Por isso, as centrais sindicais brasileiras estão convocando a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora para o dia 1º de junho. Vamos reunir, no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, 30 mil trabalhadores e aprovar um programa unitário. Seremos exemplo para o mundo.
Muita coisa está em jogo para o futuro de nosso país. O projeto do governo Lula que está no Congresso, passa de novo a propriedade do petróleo para a União, como era antes de FHC. Coloca a Petrobrás como única exploradora do Petróleo. E queremos ainda o fim dos leilões. Não precisamos entregar petróleo para as multinacionais. Não existe mais risco. De dez poços perfurados no pré-sal, a Petrobrás achou petróleo em dez. Ou seja, 100% de acerto. É de altíssima qualidade e quem tem petróleo tem financiamento.
Queremos a universalização da Banda larga, a inclusão digital para todos os brasileiros. Para isto, precisamos da intervenção do Estado, do fortalecimento da Telebrás. O Cartel das teles, que abocanhou o sistema público de telecomunicações, cobra até dez vezes mais que os preços praticados no EUA, e, mesmo assim, não tem conseguido e nem tem interesse em atender a demanda já contratada. O dinheiro do BNDES e do Banco do Brasil tem de ser para apoiar as empresas nacionais, especialmente as pequenas e micros e as nossas estatais. Não podemos financiar as multinacionais, que usam dinheiro público e enviam 53 bilhões de dólares em remessa de lucros para o exterior e importam quase tudo. É preciso derrubar a taxa de juros que continua prejudicando o nosso crescimento.
Queremos 40 horas semanais. Aumento de salário. Estabilidade no emprego. Liberdade de organização no local de trabalho.
Viva o 1º de Maio!
Viva a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora!